Tem de tudo – sem se importar

Amsterdam quebrou os estereótipos dessa moça. Não sei se só eu compartilhava dessa falsa impressão, mas ignorantemente, a cidade aos meus olhos não passava de um antro de sexo e maconha. Ah, Camila, como pode?

Linda Amsterdam. Só de fechar os olhos volto aos teus canais, com flores frescas, com arquitetura charmosa e com barcos românticos. Se não soubesse onde estava, podia por vezes achar que passeava por Veneza (saudades). Mas a Veneza do Norte tem suas particularidades. Uma delas são as bicicletas. E como funcionam lá. Quase não se vê carro em Amsterdam, e os que aparecem são intrusos e olhados com cara feia por turistas e nativos. É um exemplo de transporte verde que deu certo. Faça chuva ou faça sol, lá estão os holandeses pendurados em suas magrelas. Gostam tanto que cantarolam sobre duas rodas. É de babar.

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Outra fofura e que com certeza está na lista top da viagem foi nosso hostel. Anna Maria II fica no Pier número três, perto da Estação Central. Têm dez cabines e uma área comum, com cozinha e sala de refeições. É, nosso abrigo por três dias foi um lindo barco, fêmea. Acordávamos ao som dos patos que tagarelam no canal. Não balançávamos, exceto quando tomávamos banho. Atendimento genial, quartos confortáveis (mas minúsculos) e precinho camarada. O café da manhã está incluído e é uma delícia. A pé, da zona central, é 15 minutos.

Outra particularidade, é claro, é a Red Light. A famosa rua das prostitutas na vitrine. E ficam na vitrine mesmo, de frente para um dos grandes canais da cidade. Se houver interesse por parte do cliente, é só bater, entrar e… Mais uma: os coffees shops. Engraçado é que lá não vendem bebida alcoólica. É maconha com chá, maconha com água, maconha com bolinho ou maconha com maconha. Tem de todo tamanho, qualidade e gosto.

Mas o que me surpreendeu é que nessa cidade onde tudo pode, a liberdade não é sinônimo de libertinagem. Pelo contrário. Maconheiros não são vistos como criminosos, prostitutas não são julgadas. Amsterdam é a cidade do “seja você mesmo e está tudo bem.” Incrível. Que dera o mundo fosse feito de Amsterdam.

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Outros lugares que merecem visita são a casa da Anne Frank, a fábrica da Heineken e Museu do Van Gogh. Para deixar qualquer turista de queixo caído.

Uma dica: O Mega Bus é uma boa dica para os mochileiros que querem gastar pouco e não ligam para conforto. Foram sete horas de viagem (Paris/Amsterdam), sem poltrona reclinável, direito a paradinha em Bruxelas para comprar uma manta e evitar hipotermia, cheirinho de ervas ilícitas e jovens faceiros. Tudo isso por dezenove libras. Tá bom, né?

Trilha sonora: Muddy Waters

2 Respostas para “Tem de tudo – sem se importar

  1. Cuca.. senti falta de um post como “despedida de malta”. Você ficou 6 meses lá e não fez um lindoo resumão do que foi essa experiência e nos contar? 😉 Você chegou a trabalhar lá? Qual sua opinião de facilidade em arrumar emprego por lá? eu tenho passaporte italiano.Muito obrigada …Beijão!

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